Município reforça importância de vacinas no pré-natal e centraliza doses na Maternidade
Imunização protege gestantes e transmite anticorpos aos recém-nascidos; programa Mãe Mogiana já oferece o serviço unificado no novo hospital de Braz Cubas
A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, emitiu um alerta técnico direcionado às gestantes sobre a importância estratégica da vacinação durante o período pré-natal. A imunização é apontada pelas autoridades médicas como uma das barreiras mais eficazes para mitigar os riscos de complicações obstétricas, internações e partos prematuros decorrentes de infecções sazonais ou congênitas.
De acordo com a médica Juliana Matos, coordenadora executiva de Atenção Primária à Saúde do município, o organismo materno passa por severas adaptações imunológicas que elevam a vulnerabilidade a patógenos externos. “A vacinação protege a integridade clínica da mãe e promove a chamada imunização passiva do neonato, uma vez que os anticorpos produzidos são transferidos diretamente ao feto pela placenta e, posteriormente, reforçados através do aleitamento materno”, explicou a coordenadora.
Grade de Imunobiológicos
O calendário de vacinação obrigatório e gratuito disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) contempla quatro frentes principais: a vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa – contra difteria, tétano e coqueluche), com indicação a partir da 20ª semana gestacional e ministrada a cada nova gravidez; a dose anual contra a influenza (gripe), recomendada para aplicação imediata em qualquer trimestre; o esquema de três doses contra a hepatite B; e o reforço vacinal contra a Covid-19, inserindo gestantes e puérperas no rol de grupos prioritários de vigilância.
O fluxo de atendimento para as gestantes mogianas foi otimizado a partir da transferência do programa Mãe Mogiana para as dependências da nova Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, situada no distrito de Braz Cubas. Operando no novo endereço, o programa unifica em uma única planta arquitetônica as consultas médicas especializadas, exames de imagem e laboratoriais, apoio multiprofissional (em psicologia, nutrição, fonoaudiologia e assistência social), além das salas de vacinação. “A estrutura centralizada garante que a gestante receba todas as doses necessárias sem necessidade de deslocamento entre unidades”, asseverou a secretária de Saúde, Rebeca Barufi.
Diferenciais de Humanização
Gerenciada pelo Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc) em regime de parceria contratual com o Executivo, a nova maternidade dispõe de 8 mil metros quadrados de área útil, distribuídos em sete pavimentos que abrigam 90 leitos e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. O cronograma da pasta projeta que o complexo atinja capacidade plena para a execução de até 400 partos e 2 mil acolhimentos de urgência mensais a partir de agosto.
O projeto arquitetônico e assistencial da unidade de Braz Cubas traz inovações na rede pública local, com destaque para a “Janela da Vida” — dispositivo envidraçado que possibilita o primeiro contato visual de familiares com o recém-nascido imediatamente após o parto — e a “Sala Lilás”. Este último espaço foi projetado sob critérios de privacidade e acolhimento sensível para oferecer escuta qualificada, suporte multiprofissional e proteção jurídica a mulheres e gestantes que sejam vítimas de violência doméstica ou social.
Foto:Ala ambulatorial do complexo Leila Caran Costa centraliza a aplicação de vacinas e consultas especializadas do pré-natal. (Foto: Divulgação/PMMC)






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