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SAO PAULO,09/10/2026

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Mogi registra queda de 85% nos casos de dengue, mas Vigilância em Saúde reforça alerta para risco em imóveis no período de chuvas

Confirmações caíram de 241 para 36 no primeiro semestre; município utiliza drones e canal via WhatsApp, mas lembra que 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das residências


Mogi registra queda de 85% nos casos de dengue, mas Vigilância em Saúde reforça alerta para risco em imóveis no período de chuvas

Balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes indica uma redução de 85,1% nos casos confirmados de dengue no município durante o primeiro semestre de 2026. A cidade registrou 36 contaminações entre janeiro e junho, ante 241 casos no mesmo intervalo do ano anterior. As notificações suspeitas recuaram 72,2% (passando de 2.212 para 614), e Mogi permanece pelo segundo ano consecutivo sem o registro de óbitos provocados pela arbovirose.

Apesar da retração nos indicadores epidemiológicos, a equipe de Vigilância em Saúde faz um alerta para a combinação de temperaturas elevadas e pancadas de chuva. Levantamentos técnicos da pasta revelam que mais de 80% dos criadouros do Aedes aegypti — vetor que também transmite zika e chikungunya — são encontrados no interior de imóveis residenciais, em recipientes como garrafas, vasos, calhas entupidas e tambores desprotegidos.

O diretor de Vigilância em Saúde de Mogi das Cruzes, Jefferson Leite, adverte que o resultado positivo não autoriza o relaxamento do controle sanitário. "Os resultados mostram que o trabalho permanente de prevenção e controle faz diferença, mas a dengue exige atenção durante todo o ano. Se 80% dos criadouros estão dentro das residências, cada morador tem um papel fundamental nessa luta. É preciso manter lixos e reservatórios tampados, eliminar qualquer ponto de água parada e fazer uma vistoria no imóvel pelo menos uma vez por semana", enfatiza o diretor.

A estratégia municipal conduzida pelo Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses (NPCA) engloba vistorias domiciliares, bloqueios de transmissão em bairros com casos suspeitos, brigadas em órgãos públicos e a utilização de drones para aplicação de larvicidas em locais de difícil acesso. A população dispõe do canal Zap Dengue (11 99918-6070) para comunicação de focos e orientações, e a administração orienta que os moradores permitam o acesso dos agentes de saúde credenciados aos quintais.


📌 Balanço da Dengue e Canais de Prevenção em Mogi das Cruzes:

📊 Números do 1º Semestre (2025 vs 2026):

Casos Confirmados: Queda de 85,1% (de 241 para 36 casos).

Notificações Suspeitas: Queda de 72,2% (de 2.212 para 614 registros).

Óbitos: Zero registros pelo 2º ano consecutivo.


📲 Ferramentas de Combate do Município:

Zap Dengue: (11) 99918-6070 (Atendimento e denúncias via WhatsApp).

Tecnologia: Uso de drones para mapeamento e aplicação de larvicida em locais altos.

Agentes em Campo: Vistorias do NPCA (Agentes sempre com crachá e uniforme).


🛑 Medidas Práticas Semanais no Imóvel:

Vedar caixas-d'água, cisternas e tonéis.

Descartar ou cobrir pneus, baldes e recipientes no quintal.

Limpar calhas, lajes e bandejas de ar-condicionado.

Eliminar água dos pratos de plantas e manter ralos com telas.


Agentes de saúde e uso de drones reforçam vistoria contra a dengue em Mogi, mas morador precisa checar quintal semanalmente. (Foto: Arquivo/AR10)




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