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SAO PAULO,02/11/2026

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Fraturas de quadril sobem 25,8% no Brasil e acendem alerta para o diagnóstico precoce da osteoporose

Doença silenciosa atinge 10 milhões de pessoas no país; especialistas reforçam importância da densitometria óssea, nutrição adequada e exercícios adaptados


Fraturas de quadril sobem 25,8% no Brasil e acendem alerta para o diagnóstico precoce da osteoporose

A osteoporose, condição caracterizada pela perda gradual de densidade e resistência dos ossos, atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados compilados pelo Ministério da Saúde. Por evoluir sem sintomas visíveis ou dor nas fases iniciais, a doença frequentemente é descoberta apenas após a ocorrência de uma queda ou trauma simples.

O impacto da condição na saúde pública foi evidenciado por uma pesquisa publicada na revista científica Archives of Osteoporosis. O estudo apontou que a taxa de incidência de fraturas de quadril em brasileiros com 50 anos ou mais subiu 25,8% entre 2008 e 2022, alcançando a marca de 55.643 registros anuais no sistema público de saúde no último ano analisado.

Os impactos das fraturas por fragilidade óssea ultrapassam a lesão imediata. Fraturas na coluna vertebral e no quadril podem gerar dores crônicas, deformidades posturais e perda severa da independência funcional, especialmente em idosos.

"A osteoporose precisa ser encarada como uma questão importante de saúde pública, porque suas consequências vão muito além da fratura em si. Não espere uma fratura para cuidar dos seus ossos", alerta o Dr. Gabriel Miura, médico e professor de Ortopedia da Afya Educação Médica.

O diagnóstico da condição é realizado por meio de avaliação clínica e pela densitometria óssea (DXA), exame que mede a densidade mineral na coluna lombar e no quadril. A identificação dos fatores de risco — como queda na produção de estrogênio após a menopausa, uso prolongado de corticoides, baixo peso e histórico familiar — permite iniciar intervenções antes do agravamento do quadro.

O tratamento da doença envolve uma abordagem integrada que combina medicamentos específicos, adequação nutricional de cálcio e vitamina D, além da prática regular de exercícios físicos resistidos e treinos de equilíbrio. Adaptações na estrutura das residências, como melhoria da iluminação e remoção de obstáculos, também são recomendadas pelas equipes médicas para prevenir quedas.


📌 Principais Fatores de Risco:

Idade avançada e redução estrogênica após a menopausa.

Histórico familiar de fratura de quadril ou fragilidade óssea.

Sedentarismo, tabagismo e consumo elevado de álcool.

Uso contínuo de medicamentos corticoides.


🩺 Medidas de Prevenção e Diagnóstico:

Exame: Densitometria Óssea (DXA) para avaliação da densidade mineral.

Nutrição: Consumo de alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, vegetais verdes) e vitamina D.

Atividade Física: Exercícios de força e sustentação muscular prescritos de forma individualizada.

Segurança Doméstica: Ajuste do ambiente para evitar escorregões e quedas.


Foto: Densitometria óssea e acompanhamento médico auxiliam na prevenção de fraturas graves por osteoporose. (Foto: Divulgação)




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