Município cria "botão do pânico" em celulares corporativos contra violência em postos de saúde
Aplicativo "Saúde+Segura" aciona a Guarda Municipal em tempo real; levantamento aponta que GCM atendeu quase 70 ocorrências em unidades de saúde desde o ano passado
Médicos, enfermeiros, técnicos e recepcionistas da rede pública de Mogi das Cruzes agora contam com um dispositivo digital de emergência para tentar conter casos de agressões e invasões. Batizado de "Saúde+Segura", o aplicativo foi lançado oficialmente nesta sexta-feira (12/06) pela prefeita Mara Bertaiolli e pelo vice Téo Cusatis, com a proposta de criar um canal direto e silencioso de socorro para os funcionários e pacientes do município.
A ferramenta funciona de forma simplificada nos telefones celulares institucionais das unidades. Em situações de risco — como ameaças verbais, presença de indivíduos armados ou vandalismo —, o colaborador precisa dar apenas um toque no botão “pedir ajuda”. O sinal é enviado em tempo real para a central do Centro de Operações Integradas (COI), que localiza a origem exata da chamada por georreferenciamento e despacha a viatura mais próxima da Guarda Civil Municipal (GCM).
Histórico de ocorrências
A implementação da tecnologia responde a uma demanda antiga das equipes de atendimento, que frequentemente relatam episódios de hostilidade nas salas de triagem e prontos-socorros. O secretário municipal de Segurança, coronel Gilberto Ito, revelou que o mapeamento da GCM registrou 70 intervenções em equipamentos de saúde desde janeiro de 2025. “É uma tecnologia que a gente espera não precisar acionar no cotidiano. No entanto, sempre que houver a quebra da ordem, o policiamento terá o mapa exato para intervir”, explicou Ito.
Antes de o software ser liberado para uso definitivo, a prefeitura realizou uma série de testes operacionais simulados para calibrar o tempo de resposta das guarnições de rua. O cerco eletrônico fará parte do ecossistema do Smart Mogi, o programa de monitoramento que gerencia 730 câmeras com leitura de placas e reconhecimento facial espalhadas pela cidade.
Abrangência do sistema
A nova camada de segurança cobrirá todo o cinturão de medicina preventiva e de urgência do município. O aplicativo já está ativo no Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, localizado em Brás Cubas, além de cobrir as sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), seis postos voltados à saúde mental, 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 17 Unidades de Saúde da Família (USFs).
De acordo com a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, e o secretário-adjunto Luiz Bot, o foco do investimento é blindar principalmente os profissionais de enfermagem, que atuam na recepção direta das demandas e acabam absorvendo a maior parcela dos conflitos gerados por insatisfações de pacientes no fluxo diário das salas de espera.
Foto: Aplicativo de celular corporativo permite que funcionários de prontos-socorros acionem socorro tático da GCM sem precisar fazer ligações de voz. (Foto: Arquivo/Acontece Regional)







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